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La musicoterapia es para ti.

Sin importar quién seas, dónde estés o por lo que hayas pasado.

Uma prática não se desenvolve apenas quando fazemos. Ela também se transforma quando encontramos palavras para aquilo que vivemos, quando colocamos nossas experiências em diálogo com outras pessoas, quando estudamos, formulamos perguntas e permitimos que diferentes conhecimentos se encontrem.

 

É desse movimento que nascem as Palestras & Formações do Centro de Musicoterapia de Santos. Encontros que compartilham pensamentos e práticas desenvolvidos a partir da Musicoterapia e de seus diálogos com a música, a arte, a saúde, a escuta, a criatividade, o envelhecimento, o cuidado e o desenvolvimento humano.

Conhecimento em movimento

Não compreendemos formação apenas como transmissão de um conteúdo de alguém que sabe para alguém que ainda precisa aprender. Conhecimento também pode nascer da possibilidade de aproximar teoria e experiência, formular perguntas, estabelecer relações e perceber algo de uma maneira diferente. Por isso, mesmo quando uma proposta assume o formato de palestra, buscamos preservar espaço para o encontro.

 

Uma pergunta pode modificar o percurso. Uma experiência pode tornar um conceito mais próximo. Uma conversa pode revelar outras perspectivas. Uma prática pode permitir que aquilo que estava sendo pensado seja também percebido no corpo, na escuta e na relação. Formar pode ser também criar condições para que novas maneiras de perceber se tornem possíveis.

Entre pensamento e experiência

As Palestras & Formações do CMTS partem de pesquisas, práticas clínicas, experiências artísticas e investigações desenvolvidas ao longo do trabalho de Rafael Palmieri e do Centro de Musicoterapia de Santos.

Conceitos autorais em desenvolvimento — como música-relacional, Clínica da Escuta e Repertório de Sensibilidades — podem encontrar nesses espaços um território de compartilhamento, discussão e aprofundamento.

 

Ao mesmo tempo, essas investigações permanecem em diálogo com diferentes campos de conhecimento e com aquilo que cada encontro pode acrescentar às perguntas que já estamos fazendo. Porque compartilhar uma ideia não significa necessariamente encerrá-la. Às vezes, é justamente quando colocamos um pensamento em circulação que ele pode continuar se transformando.

Pensar a prática, compartilhar caminhos

Toda prática carrega maneiras de perceber. Aquilo que fazemos está relacionado àquilo que conseguimos escutar, reconhecer, compreender e imaginar como possibilidade diante de uma situação. Por isso, formar não significa apenas acrescentar novos conteúdos ao que já sabemos. Pode significar também ampliar as perguntas que somos capazes de fazer.

Entre teoria, prática e experiência

Nas formações do CMTS, buscamos aproximar diferentes dimensões do conhecimento. A teoria pode oferecer conceitos, referências e maneiras de organizar o pensamento. A prática nos coloca diante da complexidade das situações reais. A experiência permite perceber aquilo que nem sempre conseguimos compreender apenas pela explicação. E a reflexão cria condições para retornarmos àquilo que fazemos com outras perguntas e perspectivas. Não pensamos esses movimentos separadamente.

Teoria, prática, experiência e reflexão podem alimentar-se continuamente. Uma experiência pode produzir uma pergunta. Uma pergunta pode nos levar ao estudo. Um conceito pode modificar nossa maneira de observar uma situação. E uma situação concreta pode exigir que voltemos a pensar aquilo que acreditávamos já compreender.

 

Aprender também é perceber

Há conhecimentos que podemos explicar. Outros precisam, em alguma medida, ser experimentados. Podemos estudar a escuta e, ainda assim, descobrir algo diferente quando permanecemos alguns instantes atentos aos sons de um ambiente. Podemos conversar sobre presença e perceber outra dimensão dessa palavra quando precisamos realmente sustentar um encontro. Podemos estudar criatividade e descobrir, ao improvisar, como reagimos quando não sabemos antecipadamente o que acontecerá. Por isso, algumas formações podem incorporar experiências musicais, práticas de escuta, improvisações, movimentos, situações relacionais e outros dispositivos de experimentação. Não para substituir o estudo. Mas para colocá-lo em relação com a experiência.

 

Formar o Repertório de Sensibilidades

Essa perspectiva encontra uma de suas expressões no conceito de Repertório de Sensibilidades, desenvolvido por Rafael Palmieri. Se construímos ao longo da vida diferentes maneiras de perceber, ser afetados, produzir sentidos e responder ao mundo, uma formação também pode contribuir para ampliar esse repertório. Para quem trabalha com pessoas, isso se torna especialmente importante. Perceber uma mudança de ritmo. Reconhecer um silêncio sem precisar imediatamente preenchê-lo. Notar diferentes formas de participação. Sustentar uma espera.

Perceber aquilo que alguém comunica para além das palavras. Reconhecer uma possibilidade onde antes enxergávamos apenas uma dificuldade. Nossa maneira de cuidar, ensinar, acompanhar ou trabalhar com outras pessoas também depende daquilo que somos capazes de perceber.

Formação como continuidade

Nenhuma formação encerra um campo de conhecimento. Ela pode oferecer referências, organizar conceitos, compartilhar práticas e abrir caminhos para que cada participante continue investigando a partir de sua própria realidade. Por isso, interessa menos oferecer respostas para todas as situações e mais construir conhecimentos que possam permanecer vivos depois do encontro.

Perguntas que acompanham. Experiências que permanecem. Conceitos que ajudam a perceber. Práticas que podem continuar sendo investigadas. Talvez uma formação cumpra uma de suas funções mais importantes quando modifica não apenas aquilo que sabemos, mas também aquilo que conseguimos perceber.

Palestras

Ideias também podem criar encontros. As palestras do CMTS são espaços de compartilhamento de pensamentos, pesquisas e experiências construídos a partir da Musicoterapia e de seus diálogos com diferentes campos da vida humana. Cada palestra parte de uma questão. Uma pergunta capaz de aproximar conhecimentos, experiências e situações cotidianas para que determinado tema possa ser percebido por diferentes perspectivas. Mais do que apresentar respostas prontas, buscamos colocar pensamentos em movimento.

Palestras que aproximam

Uma palestra pode ser o primeiro contato de uma pessoa com a Musicoterapia. Pode aproximar profissionais de novas maneiras de pensar o cuidado. Pode provocar uma equipe a perceber aspectos de sua prática que haviam se tornado automáticos. Pode criar uma conversa sobre envelhecimento, criatividade, escuta, saúde, relações humanas ou musicalidade. Por isso, buscamos uma linguagem que possa reunir acessibilidade e profundidade.

 

Não é necessário possuir conhecimento prévio sobre música ou Musicoterapia para participar, exceto quando uma proposta for desenvolvida especificamente para profissionais ou estudantes de determinada área. Dependendo do contexto, as palestras também podem incorporar momentos de escuta, pequenas experiências, música, perguntas e participação do público. Porque algumas ideias podem ser compreendidas de outra maneira quando deixam de ser apenas explicadas e começam também a ser experimentadas.

Musicoterapia para todas as pessoas

 

E se a Musicoterapia pudesse fazer parte da vida de todas as pessoas?

 

Esta é uma das principais palestras desenvolvidas por Rafael Palmieri a partir de sua prática, pesquisa e atuação no Centro de Musicoterapia de Santos.

 

A palestra apresenta uma perspectiva ampliada sobre a Musicoterapia, partindo da compreensão da musicalidade como dimensão humana e investigando as diferentes maneiras pelas quais a música pode participar de processos de cuidado, relação, criatividade e desenvolvimento ao longo da vida. Ao longo do encontro, questões como musicalidade humana, escuta, presença, relação, improvisação, criatividade e potência de existir são aproximadas de situações e experiências que ajudam a compreender a Musicoterapia para além da ideia de que ela pertence somente a determinados diagnósticos ou condições de saúde. Não se trata de afirmar que todas as pessoas precisam fazer Musicoterapia. Trata-se de perguntar: que possibilidades se abrem quando reconhecemos que todas as pessoas possuem maneiras singulares de estar dentro, com e na música?

A palestra pode ser realizada para públicos diversos e assumir diferentes configurações de acordo com o contexto.

Outros pensamentos em circulação

O repertório de palestras do CMTS permanece em movimento. Algumas propostas podem nascer de pesquisas desenvolvidas nos Cadernos de Escuta, de conceitos autorais em elaboração, da prática clínica, das Experiências do Centro ou de questões que emergem dos diferentes contextos em que o CMTS atua. Entre os territórios que podem atravessar esses encontros estão:

Escuta e presença
A escuta como maneira de estar em relação e suas implicações para o cuidado e para a vida cotidiana;

Musicalidade humana

A música para além da habilidade musical e as diferentes maneiras pelas quais somos seres musicais;

Criatividade ao longo da vida

Criatividade, envelhecimento e o direito de continuar experimentando, descobrindo e começando;

Música, memória e envelhecimento

As relações entre música, histórias de vida, memória, presença, criação e possibilidades no envelhecer;

Repertório de Sensibilidades

Como construímos maneiras de perceber, ser afetados e responder ao mundo — e por que ampliar nossas sensibilidades pode transformar nossas formas de cuidar e de nos relacionar;

Clínica da Escuta
Reflexões sobre escuta, singularidade, presença e possibilidades na construção do encontro clínico;

Música-relacional
Um deslocamento da música como execução para a música como campo de relação: o que acontece entre nós enquanto fazemos música?

Novas palestras podem surgir à medida que novas perguntas também passam a fazer parte do trabalho. Porque colocar um pensamento em circulação é também permitir que ele encontre outras pessoas — e continue se transformando.

Cursos, formações e capacitações

Algumas questões precisam de tempo. Tempo para estudar. Para experimentar. Para conversar. Para retornar à prática. Para perceber novamente. Para elaborar aquilo que uma experiência começou a movimentar. É nesse espaço de aprofundamento que se encontram os cursos, formações e capacitações do CMTS.

 

Diferentemente de uma palestra, que pode apresentar uma questão e colocá-la em circulação em um único encontro, uma formação permite construir percursos mais extensos, aproximando conceitos, experiências, práticas e reflexão.

 

Cursos

Os cursos são organizados em torno de um tema ou campo de investigação específico. Podem acontecer em um único encontro intensivo ou em diferentes módulos, reunindo referências teóricas, estudos, discussões, experiências e práticas de acordo com os objetivos de cada proposta.

Escuta, musicalidade humana, criatividade, envelhecimento, relação, presença, Musicoterapia e desenvolvimento humano são alguns dos territórios que podem orientar esses percursos. Mais do que reunir informações sobre um assunto, buscamos criar condições para que os participantes possam estabelecer relações entre aquilo que estudam e aquilo que vivem em suas próprias práticas e contextos.

Formações

Uma formação pressupõe continuidade. É um percurso que permite retornar às questões, aprofundá-las e perceber como determinados conhecimentos começam a encontrar lugar na experiência de cada participante.

Pode reunir encontros teóricos, práticas de experimentação, leituras, discussões de situações, exercícios de observação e escuta, registros e outros dispositivos de acompanhamento. Nesse formato, interessa não apenas compreender um conceito, mas acompanhar aquilo que acontece quando começamos a perceber e agir a partir de novas perspectivas. Uma pergunta apresentada no primeiro encontro pode adquirir outro significado depois de atravessar diferentes experiências. Formar é também dar tempo para que um conhecimento possa ganhar corpo.

 

Capacitações

As capacitações podem ser desenvolvidas a partir das necessidades de um determinado contexto profissional ou institucional. Equipes de saúde, cuidado, assistência, educação e outros campos podem encontrar nesses processos espaços para ampliar conhecimentos e sensibilidades relacionados às situações que fazem parte de seu cotidiano. Uma capacitação pode abordar, por exemplo, escuta e presença nas relações de cuidado, musicalidade na vida cotidiana, envelhecimento, comunicação, criatividade, vínculos ou maneiras de perceber e responder às necessidades de diferentes pessoas. Não se trata necessariamente de ensinar profissionais de outras áreas a realizar Musicoterapia. Musicoterapia é uma prática profissional com formação específica.

O que podemos compartilhar são conhecimentos, experiências e perspectivas que contribuam para ampliar maneiras de escutar, perceber, relacionar-se e cuidar dentro do campo de atuação de cada profissional.

 

Formação de equipes

Quando trabalhamos com uma equipe, não encontramos apenas diferentes profissionais. Encontramos também diferentes histórias, repertórios, maneiras de perceber, comunicar, cuidar e responder às situações. Por isso, uma formação pode criar espaço não somente para novos conhecimentos, mas também para que a própria equipe perceba seus modos de relação e suas práticas cotidianas.

 

Como escutamos uns aos outros?

Como percebemos as pessoas de quem cuidamos?

O que acontece quando uma rotina se torna automática?

Que aspectos de uma situação deixamos de perceber?

Como sustentamos presença em contextos atravessados por demandas, tempo, cansaço e responsabilidade?

Questões como essas podem ser trabalhadas através de estudo, conversa, experiências musicais, práticas de escuta e outros dispositivos construídos de acordo com cada proposta.

Diferentes formatos, diferentes profundidades

Um curso pode apresentar um campo. Uma capacitação pode responder a uma necessidade específica. Uma formação pode acompanhar um processo ao longo do tempo. E esses formatos também podem se combinar.

O mais importante é que a duração e a estrutura sejam coerentes com aquilo que se pretende desenvolver.

Porque alguns conhecimentos podem ser apresentados em poucas horas. Outros precisam ser revisitados, experimentados e amadurecidos para que possam realmente transformar uma prática.

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